Os consumidores digitais e a sua obsessão por apps e websites mobile

31 Maio, 2018
Posted in E-commerce
31 Maio, 2018 ricardo

Os consumidores digitais revelam uma obsessão voraz por pesquisar, descobrir e conhecer. Os seus comportamentos mudaram assim como as suas necessidades. Os novos meios, as lojas online e as redes sociais criaram estes consumidores digitais alimentados pela emoção de ‘caçar’ num misterioso e surpreendente ecossistema.

Dezenas de websites compatíveis com dispositivos móveis, apps e publicações em redes sociais são escrutinadas para encontrar os melhores produtos, negócios e críticas. Os consumidores de hoje são o centro das marcas e das experiências que proporcionam. Deixamos os mass media para chegarmos aos personal media. O consumidor decide o caminho.

Os consumidores digitais

A obsessão exige experiências personalizadas, rápidas e sem atrito. As apps e os websites mobile servem a crescente complexidade da jornada do consumidor, sem preferências claras por determinada tecnologia em detrimento de outra.  No entanto, existem quatro perspetivas a considerar na definição de uma estratégia de marketing mobile, de acordo com o blog ‘Think With Google’.

As pessoas utilizam os websites mobile para investigar mais a fundo

A versão mobile de um website está adaptada para os ecrãs de dispositivos móveis, especialmente smatphones e iPhones. Não são visualizados corretamente, na generalidade dos casos, pelos browsers dos desktops. Um website mobile pode não conter toda a informação da sua versão desktop e exige análise crítica do que é ou não importante manter.

Os consumidores digitais e a sua obsessão por apps e websites mobile sherlock holmes digitalgreen

As pessoas recorrem ao telemóvel para acederem diretamente ao website de uma marca ou para alargar a sua pesquisa. A investigação está intimamente ligada à explosão de utilizadores ativos em dispositivos móveis. Não são propriamente Sherlock Holmes, mas hoje dificilmente se compra online sem primeiro fazer mais do que uma pesquisa e comparar tudo o que se conseguir.

Tradicionalmente, os website mobile responder a uma necessidade do consumidor em saber mais, envolver-se com, e concretizar a compra sem recorrer a uma aplicação. As pessoas tendem a sair da aplicação de uma marca para visitarem o seu website mobile para pesquisar e comprar.

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As aplicações são consideradas mais fáceis de utilizar que os websites mobile

As apps são consideradas como o meio mais eficaz que os websites mobile para atrair clientes e fidelizar. Dados revelados pela Google indicam que 87% das pessoas consideram que podem ser leais às marcas sem terem a sua aplicação instalada. Ter ou não a aplicação da sua marca favorita instalada no smartphone é cada vez menos sinónimo de lealdade.

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Os utilizadores podem não fazer o download das aplicações das marcas a que são fiéis porque:

– Desconhecem que as marcas em causa têm apps exclusivas.

– Nunca consideraram fazer o download.

– O espaço de armazenamento é reduzido.

O sucesso de uma aplicação depende da forma como a marca trabalha a notoriedade da mesma. É errado considerado que os seus clientes vão simplesmente fazer o download. É crucial investir na educação dos consumidores digitais: benefícios da aplicação, elemento da exclusividade, entre outros aspetos.

As experiências mobile consolidam e destroem marcas

As expectativas são elevadas no que diz respeito à experiência proporcionada num website mobile. Os consumidores digitais esperam experiências agradáveis, simples e com valor. Quando o website não corresponde, o consumidor procura uma alternativa que proporcione a experiência desejada.

Um website mobile determina conversões e influencia a perceção dos consumidores sobre uma marca. Uma marca que não está preparada para o mobile deixa uma marca de falta de profissionalismo e atenção ao que os consumidores valorizam.

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A aplicação da marca e o website mobile devem unir esforços

Mais de 40% das transações online acontecem em dispositivos móveis. A informação é revelada por dados de contas registadas no Google Analytics e que autorizaram a partilha dos dados. Dizem respeito ao período de Junho e Setembro de 2017.

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A chave é criar experiências digitais que integram aplicações e websites mobile, numa jornada do cliente sem fricções desnecessárias. São canais que se complementam:

– Pode usar a app para gerar vendas no website mobile; ou

– Utilizar o website mobile para gerar notoriedade para a app.

O segredo está em investir continuadamente em todas as plataformas para que os consumidores regressem e se fidelizem.

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De regresso…

Os consumidores digitais

O caminho do marketing para pequenas, médias e grandes empresas é o caminho da personalização das soluções mobile e dos conteúdos. Há muito a temer, mas não é preciso reinventar a roda. Basta não ficar para trás. O milagre está em apenas criar relações fortes de pessoas para pessoas.

O conteúdo, mais do que ser relevante, precisa de ser desenvolvido e distribuído em formatos que garantem a lealdade dos consumidores (sejam digitais ou não). O conhecimento analítico tem a função de xeque-mate em todo o processo. Para se desenvolver novos modelos de negócio de acordo com novos padrões de consumo é necessário conhecer e entender as expectativas dos consumidores.

A fidelização sustentada é impossível até acontecer. 

E por isso mesmo:

– É importante conhecer o perfil do consumidor.

– As marcas devem ajudar os consumidores no caos do online.

– Mais poderosos e mais confusos, é líder quem clarifica os consumidores.

– O investimento em experiências personalizadas é mais importante que nunca.

– Considera plataformas cruzadas mas sempre integradas na estratégia geral.

– Não se esqueça de investir na proximidade o cliente, nomeadamente comportamentos e necessidades.

– Os consumidores estão dispostos a pagar para serem atraídos e fidelizados?

– A verdadeira corrida joga-se nas experiências que se proporciona.

– Agilidade, flexibilidade e autoconhecimento devem fazer parte do vocabulário dos modelos de negócio.

Reflexão

A obsessão de todos os consumidores digitais por apps e websites mobile traduz o crescente poder que possuem, o caos em que facilmente mergulham e a dificuldade em sair. As marcas têm o papel de mediar esta relação com o online.

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