As pesquisas nos motores de busca: eu posso, eu preciso ou eu devo?

11 Junho, 2018
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11 Junho, 2018 ricardo

As pesquisas nos motores de busca estão mais específicas, cirúrgicas e focadas. À medida que a tecnologia se torna mais intuitiva as pessoas mudam a forma como interagem com ela. A pesquisa tem reforçado o seu caráter de conversão, com questões relevantes a serem colocados de forma a oferecer resultados próximos do que a pessoa procura. Obtêm exatamente aquilo que precisam e pesquisam.

As pesquisas ‘para mim’

Os motores de busca, com destaque para o Google, têm registado um aumento de pesquisas para necessidades específicas do indivíduos. Trata-se de um fenómeno batizado de pesquisas ‘para mim’. Este comportamento está em expansão e traduz-se em pesquisas mais focadas das pessoas na Internet. A confiança de que os resultados estão mais próximos de responder a uma necessidade aumenta. Com ela, surge uma nova relação entre pessoas e tecnologia, mais intuitiva.

Linguagem nativa ou natural

A pesquisa no ecossistema digital tem adquirido contornos da linguagem natural. Isto quer dizer que as pessoas falam com os motores de busca de uma forma mais informal e próxima do registo quotidiano. A mudança na comunicação assemelha-se a pedidos de conselhos e orientação. Tal como nas conversas interpessoais, recorre-se cada vez ao pronome “Eu” para começar uma conversa.

Nos últimos dois anos (fonte: Google):
  • Pesquisas em dispositivos mobile por “Eu preciso de” aumentaram 65%.
  • Pesquisas em dispositivos mobile por “Eu devo” aumentaram 65%.
  • Pesquisas em dispositivos móveis por “Eu posso” aumentaram 85%.

Pesquisas mais específicas ou narcisismo?

Não é apenas uma questão de “Eu posso” ou “Eu devo”. Nos últimos dois anos, as pesquisas têm estado em transformação. Estão a perder o seu estado utilitário e simples para se encontrar o que se procurava para se revestirem de dois aspetos essenciais: especificidade e conversão. Já não é suficiente escrever o nome de um produto ou marca, por exemplo, e pouco mais.

Esta alteração de comportamento acontece em vários setores de atividade, nomeadamente:

– Financeiro.

– Automóvel.

– Imobiliário.

– Estética.

Entre outros.

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Não estamos perante um caso de narcisismo em expansão ou de assalto ao ego de cada indivíduo quando pesquisa nos motores de busca. Na realidade é uma transformação de paradigma e que o marketing digital deve agarrar.

O lobo mau, a avozinha e o capuchinho vermelho das pesquisas nos motores de busca

À medida que a comunicação das pessoas se torna mais natural na Internet cresce também a capacidade de marcas e empresas pensarem em respostas concretas. O marketing digital reforça o seu papel em apresentar soluções para as necessidades dos utilizadores e que são cada vez mais óbvias.

Os marketers encarnam o papel de lobo mau, as pessoas conquistam o papel principal e a avozinha é desempenhada pelos motores de busca. É uma encenação de ritmo esquizofrénico e cujos papéis podem mudar rapidamente.

O lobo mau

Os marketers devem planear e executar estratégias de marketing que potenciem a utilização da linguagem natural e ofereçam experiências intuitivas em todos os touchpoints digitais da marca.

Após guardar num cofre todas as palavras-cave e frases tipicamente associadas ao seu negócio, os marketers devem olhar para além das pesquisas. Há que considerar em versões destas palavras e frases chave para conseguir identificar frases que os utilizadores podem estar a utilizar e que geram conversões.

A avozinha

Os avós são elementos fundamentais de uma família. O seu papel estruturante pode ser utilizado na perspetiva dos motores de busca e na sua relação com as pessoas. É extremamente fácil que os avós se sobreponham aos pais. À semelhança do que pode acontecer com os motores de busca. Podem sobrepor-se nas relações entre marcas e clientes. Os netos, neste caso os consumidores digitais, são uma fonte cheia de interesses, desafios e necessidades. É a batalha por atenção! A avozinha e o lobo mau entram permanentemente em conflito.

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As duas partes da trama podem tornar-se cúmplices. O essencial é que não se sacrifique a garantia de que os interesses do capuchinho vermelho ficam salvaguardados.

As pesquisas nos motores de busca e a pesquisa das pessoas

A cada nova pesquisa num motor de busca alguém inicia uma nova viagem pela loucura do ecossistema digital. Redescobrem-se produtos, encontram-se novas soluções, exploram-se marcas e procuram-se experiências. A linguagem natural é cada vez um hábito na Internet e uma fonte inesgotável de potencialidades para marcas e empresas.

As pesquisas nos motores de busca: eu posso, eu preciso ou eu devo?

As pesquisas nos motores de busca estão a mudar e todos, mesmo todos, estão a olhar para elas. Nasce o Search engine marketing e que é crucial para a visibilidade dos players digitais.

Search engine marketing

Search Engine Marketing ou apenas SEM refere-se e inclui um conjunto de técnicas de Marketing na Internet cujo objetivo primordial é a divulgação e promoção de um website, uma loja online, um produto, entre outros, nas páginas de resultado (SERPs) de um motor de busca. Alguns motores de busca:

  • Google Chrome.
  • Mozilla Firefox.
  • Opera.
  • Bing.
  • Yahoo.
  • Microsoft Edge.
  • Safari.
  • Vivaldi.

SEM subdivide-se em dois núcleos:

  • Search Engine Optimization ou SEO. Procura a a otimização de palavras-chave e de conteúdo, otimização para redes sociais, boas práticas de utilização de Javascript e Flash, entre outros elementos. Tudo é considerado um elemento para a otimização nas páginas de resultado (SERPs) dos motores de busca, estando intimamente ligado ao tráfego orgânico.
  • Links pagos. Incluem publicidade paga como as campanhas do Google AdWords. Funcionam numa lógica de PPC (Pay per click).
Search Engine Results Page ou “Página de Resultados”

Uma SERP ou página de resultados é composta por dois tipos de resultados:

  1. Os resultados de pesquisa orgânica; e
  2. Os resultados pagos ou os links patrocinados.
Perto de mim

A frase “perto de mim” está a crescer entre as pesquisas que os utilizadores fazem nos motores de busca. Esta tendência revela uma intenção clara e que tem como ponto de partida acreditar que os resultados serão mais relevantes.

“Perto de mim” com variações como “para comprar” ou “onde comprar” cresceu mais de 500% só nas pesquisas mobile nos últimos dois anos. Exemplo: “onde posso comprar selos perto de mim?”. Esta expressão já não serve apenas para encontrar um local. É sobre encontrar um objeto específico, numa área geográfica delimitada, e num determinado período de tempo.

As pessoas esperam que a tecnologia as ajude a encontrar o que precisam numa zona perto delas. À medida que os consumidores se tornam mais informados perdem disponibilidade para desperdiçar tempo em pesquisas em diversas lojas.

As pesquisas são utilizadas cada vez mais para necessidades imediatas. Esta sensibilidade e impaciência temporal conjugam-se com a localização geográfica.

–  Nos últimos dois anos cresceram 150% as pesquisas mobile por “perto de mim agora”.

– Cresceram também perto de 900% as pesquisas mobile por “perto de mim hoje ou esta noite”.

As expectativas de se encontrar exatamente o que se pesquisa e se precisa estão a crescer todos os dias. O desafio é dar as respostas que as pessoas precisam, o mais depressa possível.

Fonte: Google

As pesquisas nos motores de busca

As pesquisas nos motores de busca estão cada vez mais especializadas. O sucesso das marcas depende da forma como conseguem responder às perguntas do utilizador. O importante é não esquecer que a tendência é para a utilização do pronome “Eu”! A cultura do “Eu” já chegou à Internet.

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