Literacia digital: a skill para a competitividade na (nova) economia digital

5 Novembro, 2018
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5 Novembro, 2018 ricardo

A literacia digital, no caso particular das empresas portuguesas, visa a capacitação dos agentes económicos em competências digitais. Quais são as skills necessárias para ser competitivo na (nova) economia digital?

39% de todas as empresas nacionais estão online (referente ao ano de 2016). Destas, 84% têm website próprio e 67% têm páginas nas redes sociais. Qual é o perfil das empresas na sociedade digital em Portugal? 32% das micro-empresas estão no ecossistema online, assim como:

  • 63% das pequenas empresas;
  • 81% das médias empresas; e
  • 97% das grandes empresas.

No entanto, apenas 27% de todas as empresas portuguesas efetuaram negócios online em 2016.

Pontos críticos para a literacia digital das empresas

1.  Conhecimento escasso sobre o comportamento digital dos consumidores em Portugal e noutros países.

2. Falta de investimento na qualificação das empresas nacionais para a economia digital.

3. Apoio institucional insuficiente, sobretudo em estabelecer pontes com estruturas de apoio empresarial que já atuam na economia digital.

Onde estão as oportunidades de negócio?

Identificar oportunidades de negócios em mercados estrangeiros é um desafio. Porém, é uma capacidade obrigatória da economia digital, sobretudo em mercados internos de pequena dimensão. Competir globalmente deve ser a estratégia de base das empresas. É uma das imposições da era digital.

Os passos para competir globalmente

Passo n.º 1: Presença Digital
Passo n.º 2: Utilização dos dados a favor do seu negócio
Passo n.º 3: Cultura e mindset empresarial
Passo n.º 4: Transformação / adaptação do modelo de negócios
Passo n.º 5: Foco na relação com o cliente
Passo n.º 6: Vertente operacional
Passo n.º 7: Recursos internos ou contratação externa?

Os desafios da transformação digital das empresas portuguesas

  1. Ausência de iniciativa.
  2. Falta de estrutura, capacidades e competências internas.
  3. Reputação e segurança.
  4. Centralizar a informação.
  5. Retorno do investimento (ROI).
  6. Cultura organizacional.
  7. Desconhecimento do ponto de partida.

Literacia digital: pensar global e agir local

– 72% dos consumidores fazem pesquisas na sua língua materna.

– 82% dos consumidores têm mais tendência a clicar em promoções na sua língua nativa.

Aproveitar as novas tecnologias para reduzir as barreiras de entrada em novos mercados é a principal conquista da literacia digital. Pense no mundo.

As novas tecnologias já transformaram o paradigma empresarial. As relações entre consumidores também mudaram substancialmente. Como é que a sua empresa de está a adaptar? Utiliza que tipo de ferramentas e conteúdos digitais para promover a sua marca? A informação é a matéria-prima mais preciosa na economia digital. Porquê? É a partir da informação que poderá desenvolver uma estratégia de marketing estratégica, personalizada e focada.

Como é que pode inovar?

Através do conhecimento. É o verdadeiro motor da inovação. Sabe que deve investir no mobile? Já identificou o caminho a percorrer para inovar? Conhece e entende as novas tecnologias transformadoras?

Leia também: A Gestão de Marcas Online e a Inovação Digital

A tecnologia ou as ferramentas digitais não são inovação por si mesmas. É a forma como as utiliza que faz a diferença. Ou seja, as pessoas continuam a ser as principais responsáveis por inovar e não propriamente as tecnologias. Economia digital significa mudança. É a era ‘tsunami’. A perceção destas mudanças é crítica para mudar a mentalidade empresarial de forma a agarrar o valor da mudança.

Literacia digital: o conhecimento é a competência digital chave

O conhecimento permite compreender o que aí vem, alterar a mentalidade empresarial e percorrer a espinha dorsal da tecnologia sem tropeções. As alianças entre empresas, associações empresariais e a sociedade civil na área das tecnologias da comunicação e da informação podem fazer a diferença (explore o caso da AETICE).

Como é que se identificam as competências digitais?
  1. Capacidade em utilizar as tecnologias digitais;
  2. Habilidade em utilizar as tecnologias transformadoras de forma estratégica e focada;
  3. Avaliação crítica das tecnologias digitais e o seu impacto no negócio; e
  4. Envolvimento na cultura digital.

A literacia digital e os portugueses

O governo português pretende aumentar a percentagem de portugueses com literacia digital dos 53% para os 80% até 2030. O objetivo foi revelado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante a Skills Summit’18, realizada entre 28 e 29 de Junho, na cidade do Porto.

O preço da exclusão da quarta revolução é a perda de competitividade, nomeadamente das próprias empresas. A revolução digital exige literacia digital de forma a captar mais empresas, modernizar indústrias e transformar serviços. Atualmente, apenas 3% dos portugueses são especialistas em tecnologias de informação e de comunicação. Em 2030, pretende-se que sejam 8%.

22% dos cidadãos portugueses nunca utilizaram a Internet. Fonte: IDES. Na realidade, 30% da população portuguesa não tem qualquer competência digital.

Mão-de-obra

18% da mão-de-obra portuguesa (empregada e desempregada) não tem nenhum tipo de competência digital. A média europeia é de 18%.

O futuro é agora.

A 4.ª revolução digital fez disparar alguns alarmes. Robots, realidade virtual e a Internet das coisas continuam a suscitar resistência. A competição de hoje faz-se entre empresas com competências para lidar com as novas ferramentas digitais e as que estão desprovidas desta capacidade de gestão. O resultado será uma economia digital pouco sustentável a médio e longo prazo. pix

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