Competição e-commerce está preparado?

28 Junho, 2019
28 Junho, 2019 Jean Silva

Mercado de e-commerce vai crescer 25% até 2020

Estudo da DHL identifica grande oportunidades no comércio eletrónico internacional, sobretudo para retalhistas que aproveitam vários mercados.

 

O mercado de comércio eletrónico internacional representou 300 mil milhões de dólares em 2015 e vai crescer 25% até 2020, representando nesta data cerca de 900 mil milhões de dólares.

Os valores são avançados num estudo da DHL sobre as oportunidades do comércio eletrónico no século XXI. O estudo conclui que 20% das compras internacionais valem mais de 200 dólares, o que permite que as empresas tenham um potencial de lucros elevados. O estudo identifica países europeus com forte potencial, como Itália, Espanha, França e Alemanha e refere ainda os mercados asiáticos, como Singapura, Hong Kong e Índia, que registam taxas de crescimento duas a três vezes superiores à média global.

Portugal também é referido no estudo, com a DHL a referir que no ranking dos principais retalhistas locais com quota de tráfego internacional superior a 15% Portugal está na 26ª posição, com 26% de quota.

 

As maiores motivações para comprar lá fora são a disponibilidade, uma oferta mais atrativa, incluindo o fator preço e ainda a maior confiança. Trabalhar na perspetiva da vantagem competitiva da disponibilidade de produtos pode ser uma oportunidade para as empresas que têm atividade em várias geografias.

 

Apostar numa oferta internacional representa um impulso de 10 a 15% nas vendas globais, e a tendência é que aumente ainda mais no futuro, com os retalhistas e fabricantes que oferecem uma expedição premium crescem 1,6 vezes mais depressa do que os que não oferecem.

 

Produtos predominantes:

Beleza e cosmética, produtos para animais de estimação, alimentação e bebidas e ainda artigos desportivos são as maiores oportunidades identificadas pela DHL. O mercado de comércio eletrónico internacional representa uma oportunidade significativa, e não apenas para os grandes retalhistas como a Amazon ou a Alibaba. As PME também estão bem posicionadas para aproveitar este crescimento. Do lado da oferta, o Reino Unido, os EUA e a China são os países com maior peso e representam 60% da oferta.

A sofisticação maior entre os consumidores em busca das melhores ofertas, bem como o aumento de retalhistas a apostar no comércio online permitem o aparecimento de novas rotas para os mercados com maior potencial de crescimento. Já no que diz respeito à procura, 30% está nos Estados Unidos, Reino Unido e China mas mercados da Europa e Ásia estão a crescer.

 

Panorama Europeu:

Na Europa o comércio eletrónico continua no caminho de crescimento, poderá ser de 14%, para os 621 milhões de euros, segundo o estudo “European B2C Ecommerce Report 2019”, do Ecommerce Europe e EuroCommerce. O gasto médio por consumidor supera já os 1.460 euros.

  • A Europa Ocidental representa 66% do volume total do e-commerce europeu, com 363 mil milhões de euros. No ano passado, o e-commerce B2C valia já 3,82% do PIB na região. O sul do continente vale 78 mil milhões de euros, 14% do total;
  • O país com a mais elevada taxa de penetração do e-commerce é a Suíça, com 88%, seguida do Reino Unido, com 87%, e da Dinamarca, com 86%. Os indicadores mais baixos são os da Bulgária (31%), Roménia (26%) e Ucrânia (22%);
  • No que se refere às vendas transfronteiriças, o estudo destaca o peso das compras feitas a outros países europeus, sobretudo em Malta (89%), Chipre (83%) e Luxemburgo (82%).

Em toda a Europa, a Amazon é o principal operador, mas nos países do bloco central e em Portugal o domínio é do AliExpress.

 

Apesar deste crescimento, existem ainda alguns aspectos que travam as compras on line e que devemos ter em conta para aumentar a confiança do nosso cliente :

  • Queixas quanto a entregas;
  • Dúvidas em torno da receção e devolução de bens e serviços;
  • Apresentação de reclamações;
  • Segurança dos pagamentos;
  • A celeridade na entrega;

 

Marlene Ham, secretária geral da Ecommerce Europe : 

“…o comércio eletrónico continua a crescer na Europa…necessitamos de investir em tecnologia e competências digitais, de modo a que o comércio eletrónico lidere o futuro digital da Europa…”

 

Christian Verschueren, diretor geral do EuroCommerce:

“…a Europa, no seu conjunto, necessita de atualizar-se em matéria tecnológica se tivermos em consideração os últimos avanços no resto do mundo, sobretudo na China e nos Estados Unidos da América.”

 

 

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Fontes: grandeconsumo.com; dinheirovivo.pt

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