Funerárias – Como vender o que ninguém gostaria de comprar?

31 Outubro, 2019
31 Outubro, 2019 Jean Silva

É inevitável, ninguém gosta de pensar no assunto. Como convencer as pessoas a pensar na própria morte sem sofrimento ou tabu?

Devemos antes de mais, encarar a vertente comercial que existe. Há a necessidade, há o cliente logo, há o produto/serviço.

Segundo o consultor do departamento de marketing e publicidade do Sistema Prever, Marcos Roberto Xisto, a comunicação para os consumidores tem de:

  • ser discreta,  sensível, ter mensagens de reflexão, leveza e serviços;
  • usar campanhas e peças que levem a pessoa a refletir e que transmitam paz. Um campo florido ou pegadas na areia aliadas a uma boa mensagem atingem o pensamento do público;
  • trabalhar com layouts limpos e sem peso;
  • apresentar seriedade e respeito ao momento
  • não envolver ícones que tragam depreciação ou questionamentos ao produto fornecido pela empresa. Evitar utilizar ícones com tendência religiosa, símbolos com duplo sentido ou caveiras que remetem à morte

 

Sim, começa a haver muita inovação neste sector

Nem só de cemitérios e funerárias é feito o vasto mercado funerário. Com o crescimento do e-commerce, sur­gem também empresas que começam a dar os passos através da internet.

Em Portugal, a agência funerária de Alcoitão, a Funalcoitão lançou um vídeo publicitário que está a fazer sucesso nas redes sociais.

Ao som do poema “Fim”, de Mário Sá Carneiro, há um cortejo fúnebre com um morto sorridente, tambores, latas e acrobatas. Porque “a um morto, nada se recusa”. É este o lema dos irmãos Álvaro e Carlos Carneiro: “Mais do que enterros, fazemos homenagens.”

 

Na Grã-Bretanha podem ser assistidos ao vivo na Internet por sistema pay-per-view, o que permite a parentes e amigos dar o último adeus aos seus entes queridos, caso não possam fazer isso pessoalmente.

Apesar das críticas que consideram o serviço macabro, a empresa que lançou o serviço, Wesley Music, planeia oferecê-lo a crematórios de todo o país, que cobrarão pagamentos exclusivos de aproximadamente 75 libras (o equivalente a 94 euros) pelo acesso à transmissão do funeral. Há uma senha para a família mandar àqueles que quiserem assistir on-line.”

No Brasil, o portal Coroas para Velório, é hoje uma das maiores empresas de homenagens fúnebres do Brasil. Tem como meta oferecer uma solução rápida, segura e prática de entrega de coroas de flores em todos os cemitérios, velórios, hospitais, igrejas e crematórios do País. A agilidade no serviço é garantida atra­vés de parcerias com redes de floriculturas que efetuam as entregas em até uma hora em todo o território nacional.

 

Como serão os funerais no futuro? 

A maneira como encaramos a morte e o próprio conceito de homenagem de despedida, o ritual funerário, mudou nos últimos anos. Hoje somos menos religiosos, vivemos num mundo globalizado e tudo isso vai afectar as práticas funerárias nas próximas décadas.

No presente já existem sites de homenagem e apps funerárias (há uma funerária em Beja que tem a sua própria aplicação). Temos o site Infofunerais onde são publicados óbitos, e que parece o Facebook dos mortos e existe ainda o Até Sempre, que permite às pessoas deixarem mensagens de condolências e testemunhos.

É possível que, no futuro, os funerais sejam mais personalizados, menos centrados na morte e mais centrados na recordação da vida da pessoa.

 

 

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Fontes: dn.pt; pplware.sapo.pt; publico.pt; 20.opovo.com.br;

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